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6. Negociação

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Dicas para gerir seu financiamento - Negociação

Dicas para gerir seu financiamento – Negociação

As únicas formas de regularizar uma dívida são efetuando o pagamento ou fazendo um acordo formal com a empresa credora

negociação de contratos habitacionais - Dicas para gerir seu financiamento - NegociaçãoVocê mesmo pode renegociar a sua dívida e não precisa pagar a ninguém para fazer isso.

A renegociação de dívidas mostra que você quer pagar o que deve e é o único caminho para a solução de seus problemas financeiros.

Valorize essa oportunidade e cumpra o acordo realizado.

Ir ao banco é o primeiro passo que quem tem problemas para pagar a parcela do financiamento imobiliário a partir do momento que sentir dificuldade de arcar com o pagamento da prestação (mesmo em dia!).

Assim, deve-se procurar a instituição financeira ou a construtora.

Com eles, a negociação pode ajudar a suspender os pagamentos temporariamente, ou simplesmente estender o prazo.

Se for um problema momentâneo existe a opção de incorporar o atraso ou, se a prestação está muito alta também pode resolver, diminuindo a parcela mensal e aumentado o prazo no final (dilação do prazo de pagamento).

Não há dúvida que a falta de capacidade de pagamento das prestações tem por consequência a imediata inadimplência.

Cobrança

Por cláusula contratual, o Banco tem o direito de cobrar a dívida em atraso e também pode incluir o nome do cliente em cadastros informativos de crédito até que o atraso seja regularizado.

Para evitar a perda do imóvel, os Bancos trabalham com várias alternativas de refinanciamento da dívida.

Dessa forma, o Banco pode exigir uma nova avaliação de sua capacidade financeira, antes de autorizar a negociação.

Outra exigência que pode ser efetuada pelo Banco é o pagamento de valor de entrada, para que a negociação seja efetivada.

As opções de negociação que o cliente tem para ficar em dia são:

Incorporação das prestações em atraso:

O valor do total em atraso mais os juros de mora e multa são incorporados ao Saldo Devedor e diluído no valor das prestações ao longo do prazo restante.

Dilação de prazo:

O cliente pode solicitar a ampliação do prazo contratado para que o valor da prestação fique menor, proporcional ao prazo restante.

Atentar que existe limite de prazo, e que o prazo final não pode ultrapassar os 80 anos do cliente.

Desconto nas prestações em atraso:

O cliente pode negociar um desconto (juros e multa) no valor total das prestações em atraso.

Veja as opções que o Banco pode oferecer.

Uso de FGTS para pagamento de parte de prestação:

Uma alternativa que muitos clientes não sabem é a possibilidade de abatimento de até 80% do valor da prestação com uso do FGTS.

Essa opção pode ser usada para pagamento de até 3 prestações em atraso.

Se o atraso for maior, o cliente pode negociar, por exemplo, a incorporação das prestações em atraso e usar o FGTS a partir da prestação atual.

Acordos/Parcelamentos:

O cliente pode negociar com o Banco o parcelamento do atraso até ficar em dia, caso não consiga efetuar o pagamento à vista.

Moratória:

Alguns bancos permitem que o cliente fique um período sem efetivar pagamentos por meio de negociação, em especial nos casos de perda de renda ou capacidade de pagamento.

Pausa estendida (CAIXA) ou Stand Still (Demais Bancos)

Mutirões:

Cada vez mais os Bancos em parceria com o SERASA, SPC, PROCON e a JUSTIÇA entre outros estão organizando os “mutirões” para oferecer condições especiais para negociar a dívida em atraso. 

Benefícios da Alteração de vencimento

Permite ao cliente organizar o orçamento de forma a concentrar o vencimento de seus pagamentos próximo ao dia do recebimento do salário.

A mudança da data de vencimento da prestação não traz nenhum prejuízo financeiro nem para o Banco e nem para o cliente.

Para os bancos a grande vantagem é menor chance de atraso nos pagamentos ou inadimplência. 

Capacidade de Pagamento

O mercado imobiliário trabalha com a margem de até 30% da renda familiar.

O comprometimento de renda tem impacto maior de forma inversamente proporcional a renda mensal.

Assim os salários maiores podem ter um comprometimento maior e os salários mais baixos merecem atenção especial e um comprometimento de renda menor.

Por exemplo, qualquer variação positiva na cesta básica de alimentos tem um impacto muito mais forte para quem ganha até 5 salários mínimos, já quem ganha acima de 10 salários mínimos não impacta tanto.

Os perfis de consumo e comprometimento dos gastos essenciais são bem diferentes.

O ideal é sempre que o comprometimento de renda seja abaixo de 20%, ou o menor possível.

As rendas maiores podem suportar um comprometimento superior a 20%, dependendo do endividamento familiar.

Elabore uma proposta antes de negociar

Não adianta tentar fazer um acordo com o credor sem antes pensar em uma proposta realista de como pagar a dívida.

O risco do despreparo é a empresa propor suas próprias condições, que podem não ser as mais favoráveis.

Para colocar a ideia no papel, não há regra.

É preciso estar preparado, também, para uma contraproposta ao Banco, e avaliar se ela é compatível com seu bolso.

Se tiver dinheiro para pagar à vista, negocie descontos

Ter dinheiro na mão, ainda que não seja o suficiente para quitar a dívida à vista, é uma ferramenta poderosa para conseguir descontos.

É possível negociar pagar apenas a quantia em atraso, sem os juros moratórios e remuneratórios.

A portabilidade realmente vale a pena?

Se esgotadas as possibilidades de negociação de dívidas no banco onde você já tem relacionamento, a portabilidade pode ser vantajosa para obter juros e condições melhores.

Antes de migrar, porém, lembre-se que ao começar o relacionamento com um novo banco você zera seu histórico e pode perder benefícios.

Além disso, se houver um aumento nos custos com tarifas e pacotes de serviços, a vantagem do juro menor será anulada.

A migração normalmente só é vantajosa para linhas como: financiamento de carro, crédito direto ao consumidor, empréstimo pessoal e empréstimo consignado.

A portabilidade do financiamento imobiliário num cenário de queda na taxa de juros no mercado pode ser uma opção inteligente. 

Consequências da inadimplência

A resposta mais direta e objetiva é a seguinte: PERDA DO IMÓVEL.

A alternativa a se considerar no caso de problemas para pagamento do financiamento imobiliário é a venda da casa ou apartamento.

Embora pareça a pior opção, desfazer-se pode ser a estratégia mais lucrativa e menos problemática.

Em geral, dependendo que cada Banco, a partir da terceira prestação, já se considera inadimplência e o imóvel pode ser levado a leilão a qualquer momento.

Ao vender o imóvel, você passa suas dívidas ao comprador, descontando, claro, do valor do imóvel e ainda fica com o resto do dinheiro para se restabelecer, dependendo do preço de venda da casa ou apartamento.

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ISABEL

boa tarde! por favor, pode me orientar meu marido comprou apartamento em 2012, pela caixa pagou construtora enfim na época usou todo seu fundo e vendeu seu carro. Para ter a chave em 2015 perdeu emprego vive de bico até hoje.Mantem condomínio em dia.Em 2016 ele recebeu uma carta da caixa que seu apartamento ia a leilão .ele procurou advogado o mesmo entrou com uma acão o juiz entendeu tirou apartamento do leilao.marcou uma conciliação q aconteceu dia 21/09 sendo q meu marido juntou uma quantia que daria para pagar todo atrasados porém o representante da caixa não tinha proposta… Read more »

liliane de Andradeoliveira

oi,bom dia..eu adquiriro ap,tenho 64 mil devedor.prestacoes sempre pagas em dia ate o presente momento,quero pagar toda a divida e queria saber qual seria o desconto que me dariam,pra resolver isso e ficar sem essa divida?Procurei agencia e nao quiseram calcular..Espero que possa me ajudar?obrigado..

NILSON DOMINGUES DOS SANTOS

BOA NOITE,PARA NEGOCIAR A DIVIDA POSSO IR A QUALQUER AGENCIA DA CAIXA?

Ana Lucia

Boa noite;
Gostaria de tirar uma dúvida,, tenho um amigo que tem um financiamento na caixa, o valor da parcela é de R$3,000, ja tem 3 anos. Só que devido a crise está sendo muito difícil pagar essas parcelas, gostaria de saber se ele tem como escolher um outro imóvel mais barato e refazer as parcelas, a caixa faz esse tipo de negociação??

janaina

Boa tarde
TENHO UMA CASA PELA CAIXA O VALOR FOI 66-17 DO SUBCIDIO DO GOVERNO FICOU 49 DESDE DE 2011 QUE TIREI E AGORA QUANDO FOI PEGAR O BOLETO PARA PAGAMENTO PRA QUITAÇÃO DO VALOR TOTAL MEU SALDO DEVEDOR RESTA 54.018,00 ISSO ESTA CORRETO

roberta

Estou com 05 prestações em atraso , em dezembro fiz uma incorporação do saldo devedor porem depois da incorporação não consegui mais efetuar os pagamentos que são 05 no total fui notificada pelo cartorio com prazo de 15 dias para negociar , posso utilizar meu saldo de FGTS e incorporar o restante ?

Diego

Boa noite, estou vendendo apartamento no valor de 120, 000 porém a corretora é correspondente caixa e está me cobrando um valor de 8, 4% de comissão, isto esta certo?

Thiago

Boa Tarde Click Habitação. O site sempre esta muito bom e atualizado. Fiz um financiamento de 35 anos e já paguei 2 anos, neste meio tempo fiz duas amortizações de 6k e 6,5k e hoje o meu saldo devedor em 07/06/17 é de R$ 115975,34 tenho 27 anos e desejo diluir o prazo para desafogar um pouco meu orçamento. Dados: Tx juros contratual- 8,7873 Sac L.finac/or.recusrsos – 162/15 saldo devedor – 115975,34 juros do mês- 852,29 amortização do mês – 414,03 prazo fincaciamento- 281 seguro- 41,14 tx-adm- 25,00 Caso eu dilua o prazo para 35 anos novamente ou o max… Read more »

Thiago

O meu financiamento hoje está em 280 meses, a ideia era estender para 420 meses novamente

IARA LIMA

boa tarde fiz o financiamento habitacional caixa em 2009,mas no momento estou desempregada posso solicitar a dilação?Qual o valor aproximado ficaria a minha prestação? No momento a prestação esta no valor de 800 reais. E esta financiado em 20 anos falta 12 anos para quitar e tenho no momento 53 anos de idade.

Maria

Olá!
Quantas parcelas tem que ser pagas num contrato do Minha Casa Minha,para poder incorporar 5 parcelas em atraso.
Vou pagar uma parcela hoje msis a Caixa diz que tem que ser 12 parcelas pagas no mínimo para poder incorporar.Existe alguma lei que diga o contrário?